Semanal – Devocional – Da Série sobre Ter e Ser 

Estou a ponto de fazer 31 anos. Das coisas que aprendi durante minha vida até aqui, uma sempre esteve em processo de aprendizado: a diferença entre ter e ser. Obviamento isso é uma discussão filosófica antiga e eterna por assim dizer. Não pretendo seguir profundamente por essas veredas, essa é uma reflexão simples e apenas um ponto do começo do tema.

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Nós somos como cartas vivas ambulantes lidas por qualquer um todos os dias. Isso é uma verdade. Só que tem mais uma escondida em meio a essa afirmação, poucas pessoas têm paciência para ler além do título dessa carta andante, poucos tentam passar da primeira frase e, isso também é uma verdade.

Existe pouco e, muitas vezes, nenhum esforço para ir além da primeira visão dessa carta. Essa é uma das minhas teorias para uma prática infelizmente cada vez mais inegável, as pessoas preferem permanecer no que elas vêm de forma superficial. Param apenas naquilo que está escancarado no meio da cara delas. É muito mais fácil ficar no simples, no raso, no menos que o básico. Reflita nisso e me diga se estou enganada, por favor.

Voltando ao fato de que as primeiras impressões terminam por permanecer devido a preguiça total e absoluta do outro em gastar o mínimo de tempo com o próximo, nós terminamos por seguir pelo caminho do ter e não do ser. Você não se preocupa com que a pessoa é, você enxerga apenas o que ela tem. Se tem carrão na garagem ou jóias, se é chefe em uma mega empresa, se usa mega hair de cabelo de verdade, se tem botox nos lábios, se tem músculos saltitantes, roupas de marca, enfim, nos fiamos no ter. Só em raras vezes nós realmente paramos pra entende/compartilhar os verdadeiros motivos por traz de cada coisa dessas. OK, pode ser uma razão boba e sem sentido para a maioria mas  mesmo assim, isso revela um ser real e não apenas o ter dela mais. Nós não sabemos o quanto que aquela pessoa trabalhou para ter o bem, não sabemos a relação que ela tem com aquilo, não sabemos o quanto ela chorava por ter lábios finos ou sobre câncer que ela superou, a gente simplesmente não sabe e consequentemente não liga.

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Como disse anteriormente eu aprendi essa diferença, a enorme diferença entre ter e ser. Eu permaneço vendo o ter mas busco sempre pelo ser. As pessoas, mesmo que algumas não saibam ou acreditem nisso, não são o que elas tem. O que elas tem até pode alterar o caráter delas, pode mudar o rumo das escolhas, algum caminho na vida, mas elas definitivamente não são aquilo que tem. Você não é o chefe na empresa, você é uma pessoa com anseios e desejos que vão muito além disso. Na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, as pessoas são o que são. Nós temos camadas internas, coisas que revelamos diariamente ao próximo. Aquilo que é desconhecido em você da maioria das pessoas em geral, que fica ali perdido na correria e no medo, guardado e revelado no máximo para a família mais chegada ou então para o melhor amigo… Naqueles momentos que decidimos parar, quando deixamos revelar a nossa essência, nossa motivação, nossos sonhos aflorarem, aí sim, essa é uma carta vale a pena parar para ler. Isso é você.

Permita-se conhecer além do ter. Ter coisas, influência, pessoas não te define. O que te define é aquilo que você tem dentro e, que de fato, é precioso.

Compartilhe! Não seja preguiçoso ou egoísta, permita-se ser livre e amar verdadeiramente. Saia da cultura do ter e SEJA!

Bjinhus e fiquem com Deus

 

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